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02/04/2012 - 07h05

Salário de iniciante na área de mineração é de R$ 7.000

FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO

Como todo produto que se torna escasso, a mão de obra de profissionais da área de mineração subiu de preço.

Segundo informações de consultorias especializadas no setor de mineração, o salário médio de um geólogo júnior, formado há dois anos, é de aproximadamente R$ 7.000. Um pleno (com cinco anos de mercado) recebe cerca de R$ 12 mil.

Os números para engenheiros de minas também funcionam como atrativo. Um técnico na área ganha, em média, R$ 4.000.

Ao graduar-se, o geólogo Rafael Beruski, 24, pôde escolher uma entre três empresas interessadas nele.

Depois de analisar remuneração e benefícios de cada uma das companhias, optou pela multinacional AngloGold Ashanti. Ele trocou Curitiba por Sabará (a 21 quilômetros de Belo Horizonte), onde atualmente trabalha em uma mina de ouro -um tipo de commodity na qual ele queria ter experiência.

Ouro é o segundo minério mais importante para as exportações do Brasil, atrás - bem atrás- do ferro (veja quadro na página ao lado).

"O único aspecto negativo [da carreira] é ter de ficar longe da família. Minha profissão exige que eu vá atrás do minério", diz Beruski.

Ele conta que vê os parentes a cada dois meses.

Beruski trabalha em uma mina subterrânea e precisa ter precauções ao descer -o solo apresenta superfície irregular e há pedras que podem cair, por exemplo.

Devido ao ruído, à temperatura e à vibração a que estão sujeitos os profissionais, todas as atividades de extração mineral têm grau 4 de risco, o mais alto da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).

Rogério José Guimarães Pinheiro, coordenador de segurança da mineradora Codelco, explica que há riscos químicos, especialmente por causa da poeira levantada nas minas.

O grau de risco de uma atividade é classificado de acordo com o tempo de exposição a esses fatores.

Como todo recurso natural é finito, e a natureza desse setor, flutuante, o bom momento da mineração não deve durar para sempre.

O consultor Carlos Horádio Bertoni, 60, formado em geologia em 1974, diz ter testemunhado muitos altos e baixos na profissão. "Tratando-se de commodities, é natural que existam esses ciclos", afirma.

Nos últimos seis meses, o preço do minério de ferro variou bastante. De um pico de US$ 180 por tonelada, caiu para US$ 110 e atualmente está na faixa de US$ 147.

É impossível prever com exatidão como o mercado estará em quatro anos, e quem entra na universidade em um bom momento pode graduar-se em fase de baixa.

Da turma de 20 formados na UnB (Universidade de Brasília), apenas seis ex-colegas de Bertoni ainda trabalham como geólogos -ele mesmo teve de morar fora do Brasil durante 12 anos. Entre 1980 e 1992, ele passou por Canadá, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, porque o mercado nacional vivia um período muito ruim.

 

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