Maternidade muda perfil profissional
PATRÍCIA BASILIO
DE SÃO PAULO
Enquanto os sindicatos reivindicam a extensão da licença-maternidade para as trabalhadoras, há empresas que, por conta própria, oferecem o benefício às futuras mães. O objetivo é que, além de terem o tempo necessário para si e para a criança, elas voltem mais motivadas e tranquilas ao trabalho.
Lucas Lima/Folhapress |
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Lisandra Ambrózio e sua filha Livia, de nove meses |
A multinacional alimentícia Nestlé foi uma das primeiras a implementar o período de seis meses isoladamente no Brasil, em 2007.
O benefício para as mães é imediato e, para a empresa, a longo prazo, afirma a gerente de carreiras Lucimar Lencione. "Atraimos os melhores talentos para a empresa e também fidelizamos os que estão conosco", diz.
Além do tempo extra com o bebê, a empresa também custeia parte da creche e deve implementar neste ano um esquema de "home-office", para que as mães percam menos tempo no deslocamento de casa até o trabalho.
Kathyanne Kirsch, 29, coordenadora de eventos da multinacional, aproveitou os seis meses de licença para passear com o filho Arthur, hoje com 11 meses. "Quando o bebê é pequeno, é difícil interagir com ele. A melhor fase é após o quatro meses."
Para Juliana Marcondes, coordenadora de atendimento ao cliente da varejista Walmart, o maior benefício da licença estendida é voltar ao trabalho com tranquilidade.
"Ter amamentado a criança até o período recomendado pelos médicos faz a profissional ter a sensação de missão cumprida", acredita ela, que é mãe de João Pedro, de um ano e três meses.
Marisa Cauduro/Folhapress |
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Juliana Marcondes e os filhos João Pedro, um ano, Ana Luiza (de botas),5, e Maria Eduarda, 8 |
Para que os pais -mas principalmente as mães- mantenham ou melhorem a produtividade, algumas empresas, como a brasileira Embraco, de compressores, oferecem também creche dentro da empresa.
O objetivo, segundo Carlos Rosa, gerente de recursos humanos da companhia, é que os pais cultivem a proximidade com os filhos e que as funcionárias possam amamentá-los durante o dia.
"O instinto materno é muito forte e a mãe tende a deixar tudo, até mesmo o trabalho, para ficar com o filho, se não conseguir conciliar as tarefas", afirma o gerente.
A diretora de recursos humanos da farmacêutica Pfizer, Lisandra Ambrózio, 36, é um exemplo. Mãe de primeira viagem de Lívia, de nove meses, ela afirma ter mudado a forma de trabalhar depois da maternidade.
"Era muito 'workaholic'. Hoje, sinto que o trabalho me completa, mas não é minha razão de viver. Minha razão de viver é a Lívia", compara.
Com uma licença-maternidade de seis meses, a diretora pôde amamentar melhor a filha e levá-la para passear. "O período também foi bom para outras pessoas se desenvolverem na empresa enquanto eu estava fora."
Carolina Daffara/Editoria de Arte | ||
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BENEFÍCIOS PARA OS PAIS Outros projetos criados pelas empresas para motivar e reter funcionários que têm filhos |
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