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18/09/2013 - 11h38

Mercado de maquetes está em alta, mas sofre com falta de profissionais

BÁRBARA LIBÓRIO
DE SÃO PAULO

Habilidade manual, bom entendimento de projetos e disposição. Segundo David Scuola, gerente-coordenador da Adhemir Fogassa Maquetes, essas devem ser as principais características de um bom maquetista.

Segundo ele, o setor, que está aquecido devido à grande demanda do mercado imobiliário, carece de profissionais. "É difícil encontrar pessoas interessadas. Muita gente que gosta de fazer maquetes apenas por hobby desiste quando vê como é fazer isso profissionalmente", explica Scuola.

Divulgação
Setor de maquetes está aquecido, mas carece de profissionais qualificados
Setor de maquetes está aquecido com demanda do mercado imobiliário, mas carece de profissionais qualificados

Léo Ramalho, dono de uma empresa carioca de maquetes que leva o seu nome, também vê dificuldade no número de profissionais no mercado. "O maquetismo é uma profissão que está crescendo, mas as pessoas ainda não sabem disso, não têm conhecimento, e não fazem ideia do dinheiro que isso dá", explica.

Na Fogassa, que confecciona mensalmente cerca de 35 maquetes com preços que podem variar de R$ 15 mil a R$ 2,5 milhões, um profissional ganha de R$ 5.000 a R$ 9.000 por mês.

ESPECIALIZAÇÃO

Ramalho e Scuola não são fizeram nenhum tipo de graduação. Ambos começaram a fazer maquetes quando crianças e entraram para o ramo na adolescência.

O primeiro abriu seu primeiro escritório aos 18 anos. O segundo começou aos 15 anos e se formou dentro da própria empresa.

"Nos cursos de graduação de arquitetura e design você até tem aulas de maquete, mas é completamente diferente do que vivemos no dia a dia, principalmente em questões de material", afirma Ramalho, que também oferece cursos para maquetistas.

Para Scuola, ainda que a faculdade ou cursos técnicos ofereçam conteúdo relevante, o ideal é procurar se especializar em empresas do setor.

Na Fogassa, um maquetista fica cerca de cinco anos em treinamento para começar a assumir projetos sozinho.

"Aqui eles passam por todas as áreas, do projeto à pintura. Recebemos gente de todas as idades, e muitos estagiários que querem se colocar no mercado", diz Scuola.

Mesmo com as desistências, ele afirma que a empresa forma cerca de cinco profissionais por ano.

 

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