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16/03/2014 - 02h00

'Personal organizers' querem impor regras para a profissão

FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO

Há pouco menos de um ano, quando os empregados domésticos tiveram seus direitos trabalhistas equiparados aos de outras profissões, a demanda por um outro tipo de serviço começou a aumentar: o de "personal organizer". Trata-se de uma consultoria para que as pessoas arrumem seus pertences de modo mais prático.

Depois de um ano de demanda em alta, as pessoas que vivem desse negócio começam a se organizar para que a prática tenha regras.

Na semana passada, durante um congresso em São Paulo, foi formada uma associação desses profissionais. Essa ação é o começo de um processo para regulamentar a categoria, o que só acontecerá após a aprovação de um projeto de lei no Congresso.

"Demos o pontapé inicial da associação, agora falta a parte legal", explica a "personal organizer" Sandra Pina. Ela confirma que a lei das domésticas as ajudou.

"As patroas não podem mais pagar tudo, mas precisam de ajuda porque não têm tempo. Então elas vão buscar alguém porque precisam ser mais organizadas."

Uma das regras que os associados querem impor é estabelecer que só poderá exercer a profissão quem passar por um curso.

Foi o que fez Rosangela Bessa, 45, que tem uma empresa chamada Organizada à Bessa. Ela matriculou-se em 2008 e, com o passar do tempo, começou a especializar-se em mudanças. "No ano passado, o mercado 'bombou'. Eu tive que passar cliente para minhas amigas", relata Bessa, que cobra R$ 740 por serviço (ela fica até 15 dias em cada trabalho, mas consegue pegar mais de um cliente por vez).

Ze Carlos Barretta/Folhapress
Rosangela Bessa é 'personal organizer' e tem uma empresa chamada Organizada à Bessa
Rosangela Bessa é 'personal organizer' e tem uma empresa chamada Organizada à Bessa

A conferência recebeu um palestrante norte-americano, o autor de livros sobre o assunto Barry Izsak. Ele não trata a ocupação com modéstia.

"O que fazemos para a humanidade é tão importante quanto o que um médico faz ou o que um advogado faz. Nós mudamos as vidas das pessoas", alardeia.

Para ele, fazer com que as pessoas encontrem seus objetos faz com que elas "aproveitem melhor a vida".

 

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