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16/11/2014 - 02h00

Cursos organizam vida de quem quer 'largar tudo' por um ano

ANDRÉ CABETTE FÁBIO
DE SÃO PAULO

Formada em um colégio construtivista de São Paulo, Hana Czeresnia, 24, passou no curso de enfermagem da USP em 2011. Ela esperava "aulas apaixonantes, questionamento e discussões complexas". Mas diz que não foi isso que encontrou.

Em agosto de 2013, começou a pesquisar modelos de educação alternativos. O primeiro que encontrou foi o Uncollege, nos Estados Unidos.

Segundo Lucas Coelho, 24, cofundador da unidade brasileira, inaugurada neste ano, a ideia é apresentar formas de aprender que não dependem de instituições. O método tem como base a experiência de seu criador, o americano Dale Stephens, que deixou a escola aos 12 anos.

O programa, que dura um ano, tem intercâmbio, aulas de empreendedorismo, estágios ao redor do mundo e um projeto pessoal.

Da primeira turma, de oito pessoas, "duas querem escrever um livro, outra, montar uma peça de teatro", diz.
Czeresnia se encantou com o Uncollege nos EUA e trancou a faculdade para participar, mas desistiu. "Depois de quatro meses me correspondendo com um diretor incrível, Dale Stephens me avisa que ele deixou o curso", diz.

Divulgação
Participantes do Knowmads, grupo de ensino que busca fomentar empreendedorismo e autoconhecimento durante um ano na Holanda
Participantes do Knowmads, grupo de ensino que busca fomentar empreendedorismo durante um ano na Holanda

Acabou migrando para o curso Knowmads, que tem sede em Amsterdã e se concentra em empreendedorismo e inovação. "Estar na escola é descobrir quem você é, como se organiza e o que pode trazer para o mundo", diz Jake Esman, 43, um dos diretores.

Uma semana típica do curso inclui orientação em grupo às segundas, workshops às terças e quintas, trabalho em projetos às quartas e palestras inspiradoras às sextas. No final, o aluno pode fazer uma tatuagem.

No Brasil, um novo projeto, o GPX (Global Project Experience), pretende abrir sua primeira turma em fevereiro de 2015. "É uma degustação de experiências para que o jovem que sai do colégio ou quer uma pausa da universidade descubra o que quer fazer", diz a coordenadora Daphne Baroukh, 25.

O programa de cinco meses e meio começa com uma viagem dentro do Brasil, passa por um mês de convivência dos alunos em uma casa em São Paulo, projeto pessoal, experiência em projetos sociais e intercâmbio.

 

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