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12/07/2011 - 07h49

Jovens rejeitam imagem de descomprometida da "geração Y"

JORDANA VIOTTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Descomprometidos e individualistas, eles querem subir na carreira rapidamente e não aceitam hierarquia.

Essa é a imagem que parte do mercado tem retratado da chamada "geração Y", jovens que nasceram no fim da década de 1980 e cresceram com as facilidades da internet.

Representantes dessa geração, no entanto, refutam essa ideia. Um deles é a economista Paula Sousa, 24. Recém-formada, ela se prepara para uma temporada em Nova York para uma pós-graduação com duração de um ano.

"Queremos estar mais preparados para assumir novas responsabilidades", afirma.

Esses desafios, contudo, não representam apenas cargos mais altos e salários mais polpudos. É preciso que o crescimento venha casado com a ética, na avaliação de Fernanda Galhego, 24.

Ela trabalha na área de marketing e diz ter aberto mão do cargo de coordenadora para assumir outro de analista. O motivo foi a vontade de "botar a mão na massa" - Galhego diz que não estava feliz com a condução do trabalho na empresa anterior. "Se eu quisesse só o crescimento profissional, não faria isso", argumenta.

A situação foi a mesma pela qual Adilson Assunção, 27, passou. Natural de Sorocaba (a 95 km de São Paulo), ele rejeitou o convite de trabalho em sua cidade natal, que pagaria "muito mais" que o programa de trainee do qual participa atualmente. "Queria estar numa empresa com mais visão de mercado", justifica.

Depois do trainee, Assunção pretende ficar pelo menos mais cinco anos na empresa, o que "demonstra comprometimento", na sua análise.

A imagem da "geração Y" como retratada por alguns segmentos do mercado é enviesada, de acordo com o consultor de RH Fernando Montero da Costa, diretor de operações da Human Brasil. "Não se pode avaliar uma geração em cima dos parâmetros de outra", ressalta.

O gerente de projetos da Foco Talentos Rudney Pereira Júnior destaca que o momento econômico do Brasil contribui para que os jovens profissionais possam valorizar outros aspectos da vida.

"O que não significa que não haja comprometimento", complementa Costa. "É uma maneira diferente de enxergar o trabalho."

 

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