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15/06/2012 - 09h05

É possível evitar o pesadelo da reforma

JULIA BENVENUTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Depois de alugar ou comprar o imóvel é que o trabalho de verdade começa. Apesar de prazeroso, montar a casa é um processo que exige paciência e dedicação -e que pode se transformar em sufoco se incluir reformas.

Para evitar que tudo acabe em briga vale colocar em prática duas medidas simples: orçamento prévio e detalhado e um bom estoque de paciência.

"O primeiro passo é organizar os custos da reforma em duas categorias, os essenciais e os supérfluos", diz o economista Gustavo Goldenberg. Portanto, nada de sair comprando a poltrona de design ou a obra de arte que estavam na lista de desejos. Invista somente no necessário, como em eletrodomésticos básicos, cama e sofá.

Evite também dividir o pagamento em várias parcelas, comprometendo o cartão de crédito. Nessa fase inicial são comuns os gastos imprevistos, e a conta no final do mês pode aumentar consideravelmente. "O ideal é criar um poupança com pelo menos 20% do valor previsto para a reforma para cobrir os custos extras", diz o economista.

UM DIA A CASA CAI

Há quase três anos em um relacionamento, a gerente de marketing Vivian Lu Horng, 36, diz ter sofrido todo o estresse que uma reforma mal planejada pode causar. Com o namorado, ela havia acabado de financiar um imóvel na zona sul de São Paulo quando decidiu contratar um empreiteiro. "Tínhamos o projeto de uma arquiteta, mas ninguém para acompanhar de perto a obra. Quase enlouquecemos", conta.

Os problemas não pararam de aparecer na vida do casal: sistema hidráulico no lugar errado, móveis fora das medidas, tampo de mármore danificado por entregadores. Conclusão: o casal teve de gastar 40% a mais do orçamento previsto e foi preciso montar um esquema de rodízio para vigiar o trabalho dos funcionários.

"Ainda estamos morando em um dos cômodos do apartamento, com apenas o necessário para nossa sobrevivência. Já chegamos a dormir sem a porta da entrada."

Problemas logísticos acontecem, na maioria das vezes, devido à inexperiência do casal. Para o arquiteto e decorador Paulo Carvalho, a ansiedade de ocupar logo a casa nova é o principal causador de decisões precipitadas, que acabam acarretando mais gastos.

"No caso de imóveis antigos, aproveitar os materiais que já estão no local é uma boa maneira de evitar gastos desnecessários. Lixar e envernizar um piso de taco de madeira, por exemplo, é mais barato do que comprar um novo. Portas não precisam de mais do que uma pintura ou de uma maçaneta de design", diz o arquiteto.

Outro erro é não exigir do profissional escolhido para a reforma um contrato de prestação de serviços -só o documento garantirá o cumprimento das datas estipuladas para a entrega da obra.

Consultas em sites de proteção ao consumidor também são indispensáveis para evitar futuros problemas. "Já tive uma cliente que decidiu contratar por conta própria o marceneiro. A reforma já acabou e até hoje ela não recebeu o móvel encomendado ", diz a arquiteta Caroline Gabriades.

editoria de arte/folhapress
 

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