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19/08/2012 - 07h05

Famoso por seu comércio, Brás começa a despontar no mapa de lançamentos

DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

Distrito há até pouco tempo ignorado pelas construtoras, o Brás (região central) começa a aparecer no mapa dos lançamentos da cidade de São Paulo. Há algumas razões para isso: terrenos mais baratos, boa infraestrutura de transporte público, proximidade com o centro e projetos de revitalização.

Levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) aponta que de 2008 a 2011 houve cinco lançamentos no Brás.

Lucas Lima/Folhapress
Obra do do Downtown Smart Living, empreendimento localizado na Avenida Rangel Pestana, no Brás
Obra do do Downtown Smart Living, empreendimento localizado na Avenida Rangel Pestana, no Brás

De janeiro deste ano até fevereiro de 2013, a previsão é que o bairro tenha recebido seis lançamentos (projetos na planta, com vendas iniciadas) --três deles neste mês, segundo levantamento feito pela Folha com construtoras e incorporadoras.

É pouco? Não se for levado em conta que houve apenas um lançamento no bairro entre 2000 e 2007.

Brás aposta em projetos de revitalização

"O mercado imobiliário busca locais onde haja potencial de crescimento. Isso atrai pessoas que querem comprar um apartamento que vai se valorizar rapidamente", afirma Paola Alambert, diretora de marketing da imobiliária Abyara Brokers, que comercializa hoje três lançamentos na região.

Henrique Antônio, superintendente de atendimento da imobiliária Lopes, aponta que, nos lançamentos nos últimos três anos, 97% das unidades lançadas no Brás foram vendidas.

CARA NOVA

"Eu me lembro de ver muitos caminhões, galpões abandonados e botecos no bairro. Não havia atrativos e área de lazer fora dos condomínios."

Quem lembra é o professor de música Ricardo Vinícius Mantovani, 28, que passou parte da adolescência caminhando com os colegas pelas ruas do Brás, até se mudar com a família para a Mooca.

Ao visitar o bairro com a reportagem da Folha, Mantovani não percebeu mudanças. "Ainda é mesmo um lugar feio", disse.

Simon Plestenjak/Folhapress
O professor de música Ricardo Vinícius Mantovani, no Brás
O professor de música Ricardo Vinícius Mantovani passou a adolescência no Brás e não percebe muitas mudanças hoje

Se ainda não se alterou muito aos olhos do professor de música, incorporadoras e compradores afirmam que o Brás deve mudar --para melhor-- nos próximos anos.

Antonio Setin, diretor-geral da construtora Setin, que lançou em junho o Estação Brás, aposta que o bairro irá passar por um círculo virtuoso graças aos projetos de revitalização planejados pelo poder público e aos empreendimentos a serem erguidos pelas construtoras.

"Com os imóveis já entregues e com os projetos públicos, daqui a cinco anos o bairro estará melhor. Novos empreendimentos devem surgir, atraindo mais melhorias."

Segundo Setin, o bairro ficará mais interessante para quem quer morar --e mais lucrativo para os compradores que desejam aproveitar os preços de hoje para vender no futuro por um valor maior.

Foi pensando nisso que o bancário Wagner Dornelas, 53, morador de Poá (Grande São Paulo) adquiriu um apartamento no Brás por cerca de R$ 300 mil. Ele não vai residir no local e pretende vender o bem. "Acho que vou conseguir mais à frente o dobro do que paguei agora", calcula.

O lojista Luiz Carlos Da Silva, 26, vive na Bela Vista e comprou um imóvel no Brás para morar, mas também mira o futuro. "Sem a perspectiva de revitalização, eu não me mudaria para lá, mesmo sendo perto do centro."

Marcos França, diretor comercial da Requadra, que lançou o Sampa, assinala que a demanda maior é de jovens universitários que trabalham na região central, mas que há compradores da cidade toda.

MEMÓRIA

Nick Dagan, diretor de Incorporações da Esser, que lançou o Capital Brás, afirma que indústrias e galpões vão dar lugar a novos empreendimentos, se os atuais venderem bem. "Vai ser o mesmo processo pelo qual a Mooca e a Lapa passaram."

Para Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara. "quando se derruba um galpão, já se percebe a melhora."

A urbanista Eunice Helena Abascal pondera: "O bairro tem um patrimônio industrial que é parte da memória de São Paulo encravado em uma região que, ao mesmo tempo em que é visada pelo mercado, continua degradada, com cortiços e sub-habitações e escassez de áreas verdes".

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
 

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