Morador gasta até 30% do valor do imóvel novo para deixá-lo pronto
BÁRBARA PEREIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O servidor público Pablito Dantas, 32, levou 40 dias para morar no novo apartamento que comprou em São Paulo. Assim que recebeu as chaves do imóvel, ele precisou adaptar o espaço: colocou pisos, ar-condicionado, comprou os móveis. No fim, tudo custou R$ 80 mil.
"Eu só me preocupei com isso depois da vistoria. Se tivesse pesquisado antes, talvez gastasse menos", diz.
Segundo a Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), o custo para deixar um imóvel pronto para morar pode chegar a 30% do preço da propriedade.
A secretária-executiva Edde Rodrigues, 33, deve pegar as chaves do apartamento que comprou na planta, em São Paulo, ainda neste mês.
Fabio Braga/Folhapress | ||
A secretária Edde Rodrigues, em loja de decoração em SP |
Ela se antecipou às despesas e reservou dinheiro após colocar numa planilha tudo o que deverá pagar quando estiver no novo lar. "O condomínio que custa cerca de
R$ 500 poderá chegar a R$ 700 nos primeiros meses, por conta da instalação da segurança", exemplifica.
Segundo Marco Aurélio Luz, presidente da Amspa (Associação de Mutuários de São Paulo), o proprietário peca ao não planejar gastos antes da vistoria do imóvel.
"O comprador tem que ficar atento ao memorial descritivo do bem. É esse documento que indica se o apartamento vai ser entregue no contrapiso, se as áreas comuns do prédio virão mobiliadas", explica.
Há ainda gastos com ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), escritura do imóvel e implantação do condomínio, que inclui a mobília das áreas comuns e o sistema de segurança.
"É importante que as pessoas participem das primeiras assembleias de condomínio. É lá que esses valores são decididos", afirma Moira de Toledo, diretora da Aabic.
NA PONTA DO LÁPIS
O consultor financeiro Marcelo Prata ensina um truque. "Faça o básico para poder entrar no imóvel, como reformas de piso e alvenaria e pense na mobília com calma depois."
Essa é a meta que a fisioterapeuta Fernanda Simioni, 32, tenta seguir. Ela estocou piso, gesso e pedras para seu novo apartamento, mas preferiu não comprar eletrodomésticos, por enquanto.
"Tem muitas coisas que não fazia ideia que terei de pagar. Eu tinha reservado um recurso para isso, mas com o atraso das obras acabei tendo que investi-lo em outras coisas", conta.
Para não errar, aconselha Luz, o velho segredo é colocar tudo na ponta do lápis, como fez Edde.
"É uma boa ideia fazer um simulado, um levantamento de tudo que vai precisar para morar no imóvel. Muitas vezes, a pessoa não está preparada e acaba habitando um apartamento vazio", diz.
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Veja gastos com a casa nova
DESPESAS OBRIGATÓRIAS
- ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis): em SP, 3% do valor do imóvel
- Registro: 1% do valor do imóvel
- Taxa de abertura de crédito, se ainda não tiver sido feito o financiamento:
varia de um banco para o outro
- Taxa de avaliação do imóvel, pelo banco caso o financiamento ainda não tenha sido feito:
varia de banco para banco
- Pagamento do condomínio: varia pelo padrão do prédio e o número de condôminos
DESPESAS OPCIONAIS DO MORADOR E DO CONDOMÍNIO
- Reformas (piso, gesso, pedras): até 5% do valor do imóvel
- Mobília (móveis e decoração): cerca de 10% do valor do imóvel
- Despesa com enxoval para as áreas comuns (lixeiras, papeleiras, tapetes, quadros de chaves, itens de guarita etc): varia de acordo com o padrão do prédio e número de condôminos
- Despesa com individualização de água e gás (se aprovada): cerca de R$ 700 por prumada (encanamento que fornece água aos apartamentos)
Fontes: Amspa, Marcio Rachkorsky e Tapai Advogados
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