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06/07/2011 - 07h19

Perdizes é bairro que mais se valoriza em São Paulo em 2011

VICTOR ALVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Perdizes (zona oeste), Saúde (zona sul), Penha (zona leste), Tucuruvi (zona norte), Vila Mascote (zona sul), Itaim Bibi (zona oeste), Vila Mariana (zona sul), Mooca (zona leste), Guarulhos e Diadema (Grande São Paulo).

Essas foram, respectivamente, as dez regiões da Grande São Paulo que mais tiveram valorização de metro quadrado na comparação de janeiro a maio deste ano com igual período de 2010, segundo dados da imobiliária Coelho da Fonseca.

O bairro de Perdizes foi o expoente do ranking, com alta de 65% em relação ao ano passado e metro quadrado de R$ 7.830.

Saúde e Penha tiveram aumento de 54%, com o metro quadrado do novo por R$ 7.260 e R$ 4.300, respectivamente.

No Tucuruvi, o metro quadrado saltou 47%, para R$ 4.810, enquanto na Vila Mascote a alta foi de 46% (R$ 6.920 o m²).

"Os valores da alta do preço do metro quadrado dependem do número de lançamentos que ocorrem na região. Quanto maior, mais valorizado fica o bairro", avalia Fátima Rodrigues, diretora da Coelho da Fonseca.

A executiva acrescenta que a menor oferta de terreno --que culmina com maiores preços-- e a elevação dos custos com outorgas, materiais e mão de obra também resultam na maior valorização do metro quadrado.

O economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), Celso Petrucci, pontua que entre 2009 e 2010 os bairros que contaram com lançamentos de edifícios de médio e alto padrão, como Itaim Bibi e Moema, por exemplo, foram os que obtiveram as taxas mais positivas.

Por esse motivo, ele avalia que essas regiões devem registrar menor valorização neste ano.

"Elas estão atingindo um limite de alta no preço do metro quadrado. Cresceram muito recentemente e agora não há espaço para uma expansão mais rápida", disse.

ENTORNO DE SÃO PAULO

Justamente o alto preço cobrado pelo metro quadrado nos bairros da capital está causando um efeito positivo nas regiões do entorno da cidade de São Paulo, como Guarulhos, Carapicuíba, São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano e Cotia, que passam a se destacar no quesito valorização do metro quadrado.

As regiões foram as que apuraram as taxas mais positivas na comparação do acumulado dos cinco primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2010 quando analisados lançamentos de empreendimentos de dois a três dormitórios, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Levantamento realizado pela entidade mostrou que, no período, levando em consideração edifícios de dois dormitórios, a região de Guarulhos foi a que mais se valorizou, com seu metro quadrado saltando 36% no período analisado.

Carapicuíba (28,5%), São Bernardo Campo (26,5%), Santo André (23%) e São Caetano do Sul (16%) completam a lista das cinco regiões que mais obtiveram valorização. Somente na sexta posição apareceu um bairro de São Paulo, Itaquera (zona leste), cuja alta no metro quadrado foi de 15%.

Quando avaliados os empreendimentos de três dormitórios, Cotia, com alta de 67%, novamente Santo André (39%) e Guarulhos (32%) despontam como as três regiões que mais tiveram elevação no preço do metro quadrado.

"Os preços dos terrenos em São Paulo estão muito altos, e os empreendedores não têm outra solução a não ser aumentar o preço dos produtos", explica Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.

"Assim, outros municípios, que via de regra possuem terrenos significativamente mais baratos e, às vezes, com índices urbanísticos mais privilegiados que permitem construções de maior porte em terrenos de áreas equivalentes, acabam saindo no lucro."

Levando isso em consideração, ele observa que ainda há boa margem de valorização, justamente na periferia da capital, assim como nas cidades satélites, como as citadas acima, comentando que tais regiões podem representar uma boa oportunidade para ganhar dinheiro.

 

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