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Alta de preços em 2011 indica formação de bolha imobiliária, diz professor da Poli-USP
CRISTIANE CAPUCHINHO
EDITORA-ASSISTENTE DE IMÓVEIS
EDSON VALENTE
EDITOR-ADJUNTO DE SUPLEMENTOS
O aumento nos preços de imóveis neste ano está descolado da realidade de custos e indica início de bolha imobiliária. Essa é a constatação de João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
"Você pode explicar a formação de preços por questões especulativas ou por razões estruturais. Neste momento, há identificação de que alguns preços estão fugindo de sua explicação estrutural", afirma Lima.
Até o final de 2010, a alta de preços de residenciais se explicava pelo aumento nos custos de produção: terrenos, produtos e custos de outorga onerosa. Neste ano não há aumento de custos que justifique a valorização do metro quadrado e nem crescimento da demanda.
Para o professor, o mercado residencial pode ter sobrevalorização de 15% a 20% em relação ao valor justo.
LIMITE
O aumento do preço de imóveis acumulado nos últimos anos não foi acompanhado pelo crescimento da renda. Os apartamentos estão menores para suprir a demanda pelo mesmo valor de unidade.
"O produto preferencial que era um produto de 150 m², agora é um produto de 100 m². O custo do metro quadrado cresce e a renda não, a única forma é entregar para as pessoas menos metros quadrados", considera.
Mas não há o risco de uma crise como a norte-americana, quem deve ficar com a perda são os pequenos especuladores, que colocam sua poupança no imóvel.
"No Brasil, o crédito imobiliário é algo muito contido e é extremamente responsável", afirma Lima.
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