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25/11/2011 - 07h56

Micro e pequenas empresas vendem mais para o governo

ALESSANDRO FIOCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O governo federal adquiriu R$ 5,28 bilhões de produtos e serviços de micro e pequenas empresas nos seis primeiros meses do ano. Comparado ao primeiro semestre de 2010, quando o volume foi de R$ 4,12, o aumento é de 28%, segundo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

No entanto, apenas 4% do faturamento das micro e pequenas empresas referem-se às vendas para governos, seja federal, estadual, municipal, empresas estatais ou autarquias, afirma o presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), Luiz Barretto.

Os segmentos que mais se destacam são os de materiais e serviços relativos à construção civil. Em seguida, vêm as transações que envolvem vendas de equipamentos para oficinas de manutenção e reparos, componentes de veículos e equipamentos para uso médico, dentário e veterinário.

Ações para deslanchar essa parceria são presentes. Eventos como o Fomenta, que tem como objetivo aproximar empresários e órgãos públicos, contribui muito para ampliar essa participação, segundo Barretto. Outra ação do Sebrae é o Prêmio Prefeito Empreendedor, que reconhece as melhores práticas na administração pública para incentivar as compras de fornecedores de pequeno porte, complementa.

"Todos os esforços são para demonstrar os benefícios aos governos, principalmente o impulso à economia local, e fazer com que os empresários tenham planejamento e estratégia para considerar a administração pública como potencial cliente", diz.

PRÓS E CONTRAS

Os que se aventuraram comemoram. Marcelo Nonato, proprietário da Famal, empresa especializada em pisos de borracha e produtos para sinalização viária, é um deles.

Desde 2009, a empresa participa de licitações, e o resultado é positivo, segundo Nonato. Antes localizado em um quintal improvisado, o negócio hoje tem estrutura e quadro com 12 funcionários. Do faturamento, 40% são de vendas para a União. "Tenho dois funcionários que só cuidam de licitações, pregão público e documentação", diz.

O único entrave é a burocracia. "É exigido muito documento, tudo é muito fiscalizado, o que atrasa o processo." Porém, o empresário salienta que, mesmo diante de uma certa morosidade, o saldo é positivo.

Já Andréa Ono, gestora administrativa da Cooperativa Entre Serras e Águas, de Bragança Paulista (SP), avalia que as regras não estão muito definidas. "Muitas vezes rola dúvida sobre fretes, por exemplo; se somos nós ou as prefeituras que devem arcar."

Hoje, tudo o que a cooperativa produz é vendido às escolas da região. Os 93 produtores cadastrados -- eram 24 em 2010 -- têm trabalho garantido. "É dinheiro certo, já que tudo é muito programado." O crescimento fará com que a cooperativa busque um novo desafio: o grande varejo.

DICAS PARA PARTICIPAR DE LICITAÇÕES
* Não tenha nenhuma pendência fiscal
* Entenda perfeitamente o edital
* Ofereça preços que seja capaz de cumprir

 

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