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10/05/2012 - 12h21

Seminário Brazil Innovation começa nesta manhã, no Rio de Janeiro

DANIELA PAIVA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO

A economia das ideias está no Brasil. Pela primeira vez, o Economist Group, grupo responsável pela revista britânica "Economist", promove o seminário "Brazil Innovation: A Revolution for the 21st Century" (em tradução livre, Inovação no Brasil: A revolução para o século 21).

O evento começou esta manhã, no Rio de Janeiro, e faz parte do projeto The Ideas Economy (Economia da Ideias), série de palestras, seminários e debates que abordam temas como inovação e empreendedorismo.

Até a escolha do local para sediar a iniciativa da "Economist" no Brasil teve um toque de ousadia: o Planetário da Gávea carioca.

"É um prazer especial estar aqui, no Planetário do Rio, que nos convida a pensar no infinito, nas mudanças, no novo", afirmou Michael Reid, editor da seção Américas, da Economist.

No campo da inovação brasileira, Reid ressaltou a liderança do país na extração de petróleo em alto-mar e na agrotecnologia. No entanto, ao abordar os recursos financeiros destinados ao segmento, lembrou que "os gastos da América Latina estão bem abaixo do resto do mundo".

Marco Antônio Raupp, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, dividiu o primeiro debate com Lino Baraño, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina.

Um vídeo com depoimentos de empresários e cidadãos norte-americanos instigou a conversa. A provocação: "o governo deve sair do caminho dos pequenos negócios"?

"Concordo que o governo não pode se postar à frente ou segurar as iniciativas, mas tem que ajudar com políticas que criem condições favoráveis às empresas", afirmou Raupp.

O ministro destacou o programa Ciência Sem Fronteiras, criado no ano passado, como uma ação estratégica de formação e intercâmbio. "Uma nova postura esta sendo criada, a de cooperação aberta", afirmou.

Baraño, que é cientista de formação, traçou paralelo entre as ações do seu Ministério e as etapas de uma fórmula científica --e incluiu hipótese e experimento no desenvolvimento dos projetos governamentais. Um deles é um consórcio entre o governo e o alto empresariado para promover grandes inovações. "Os cientistas querem reconhecimentos, e os empresários, lucro. Temos que promover essa interação", disse.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Questionado sobre a escassez da produção científica brasileira, Raupp afirmou que "nos últimos dez anos, as universidades tiveram um crescimento significativo e hoje a produção científica brasileira é responsável por 2,7% da mundial".

Para ele, "o grande desafio é entrar na linha tecnológica e estimular as empresas a fazerem pesquisa e desenvolvimento".

Sobre as dificuldades para se obter patentes no país, uma das principais queixas dos setores ligados à inovação, o ministro disse: "Estamos conscientes do problema e fazemos um esforço vigoroso para capacitar o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e melhorar as condições". Quanto tempo isso vai demorar?, questinou a plateia. "Ah, uns dois anos, né?", finalizou o ministro.

 

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