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16/09/2012 - 06h50

Crescimento acelerado traz desafios às companhias

EDUARDO KORMIVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Nem tudo são flores para empresas com avanço rápido. O sucesso também acaba gerando novos problemas.

Entre as dificuldades estão a necessidade de financiamentos para sustentar o crescimento, a dificuldade de encontrar mão de obra na velocidade que o negócio demanda e o desafio de treinar os funcionários rapidamente.

"Quando houve a necessidade de fazer um investimento forte neste ano, tivemos que entrar em linhas de crédito de banco", destaca João Lalli, diretor da Alteto, que fabrica e aluga banheiros modulares para eventos.

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A empresa investiu R$ 1,2 milhão para atender a demanda da Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável realizada em junho no Rio de Janeiro.

O faturamento da Alteto, criada em 2008, crescerá 50% neste ano. O número de contratados pulou de oito no ano de fundação para 21 hoje.

Lalli relativiza a ascensão meteórica, lembrando que os percentuais de crescimento explodem quando a base de comparação é fraca. "O faturamento era baixo em 2011, ainda que significativo."

Para contornar a pressão para contratar novos funcionários, a Alteto recorre a empresas terceirizadas.

Segundo a Viajanet, agência de viagens on-line voltada para as classe C e D, a dificuldade de encontrar novos talentos é o principal entrave de quem cresce depressa. Um dos motivos para tantas contratações foi a opção da empresa por montar seu próprio call center, considerado uma área estratégica do negócio.

"Achar gente é sempre o mais difícil. Parece que por trás de um site só tem robôs. O negócio depende das pessoas", diz Alex Todres, 31, sócio-fundador da companhia.

Em dois anos, a Viajanet passou de pequena a grande empresa. Em 2012, projeta faturar R$ 550 milhões, dez vezes o valor de 2010, primeiro ano de operação.

Simon Plestenjak/Folhapress
Alex Todres, sócio-fundador do ViajaNet, site de viagens que em dois anos passou de pequena à grande empresa
Alex Todres, sócio-fundador do ViajaNet, site de viagens que em dois anos passou de pequena à grande empresa

Florian Hagenbuch, 25, cofundador da Printi, plataforma que oferece serviços gráficos on-line, acrescenta que a alta rotatividade de funcionários pode ser um efeito negativo das contratações aceleradas. É o dilema de quem precisa decidir entre pegar o primeiro candidato disponível ou esperar o perfil ideal.

"Gastei um pouco mais de tempo [nos processos seletivos] para evitar problemas, como desencaixe na equipe ou desempenho abaixo do esperado", diz Hagenbuch.

Ele destaca que o site tem feito três contrações por mês e conta com 11 funcionários, incluindo os sócios. A empresa tem só três meses de vida.

Hagenbuch reconhece que uma das tarefas mais difíceis é treinar os recém-admitidos quando a estrutura da empresa se expande e nem todos os funcionários respondem diretamente ao presidente.

Além disso, é comum que empresas de alto crescimento novatas não tenham todas as rotinas e uma cultura corporativa definidas, criando dependência do fundador.

Carolina Daffara/Editoria de Arte
 

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