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25/01/2015 - 02h00

Fazer resenhas falsas de produtos vira negócio; combatê-las também

FILIPE OLIVEIRA
DE SÃO PAULO

Os espaços para comentários e avaliações de produtos em lojas virtuais têm se tornado terreno de disputas e aberto oportunidades.

Não é incomum que empresas paguem pessoas para que elas escrevam comentários positivos nos produtos que vendem e destruir os que são expostos nas páginas de concorrentes, diz Eduardo Prange, presidente da Abradi Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Gustavo Epifanio/Folhapress
Tatiana Pezoa, fundadora da empresa Trustvox, que tem um serviço de gerenciamento de opiniões de clientes
Tatiana Pezoa, fundadora da empresa Trustvox, que tem um serviço de gerenciamento de opiniões de clientes

O empresário Flávio Estevam, 34, dono do site Namoro Fake, que permite que se contrate namoradas de mentirinha para o Facebook, criou em 2014 o Comprarreview. A ideia era que a mesma base de internautas que servem de companheiro falso para a empresa escrevessem resenhas sobre aplicativos de celular -mediante pagamento, claro.

"Você pode chamar a compra de review de propaganda enganosa. Mas toda a propaganda é assim", afirma.

Porém ele só se dedicou a ideia durante dois meses, por ter achado que ele era pouco lucrativo. "Vendia dez 'reviews' por R$ 79. Mas grande parte desse dinheiro ia para quem os escrevia. Então dava muito trabalho e pouco resultado", conta.

No portal Kekanto, que reúne informações sobre lojas e restaurantes, entre 5% e 15% dos comentários são eliminados por fortes indícios de serem falsos, diz Fernando Okumura, 36, presidente da empresa. Os estabelecimentos listados no site recebem, por mês, entre 50 mil e 100 mil avaliações.

Para fazer a filtragem dos comentários, a empresa possui algoritmos que qualificam os comentários de acordo com o IP (espécie de endereço para computadores) do aparelho usado para escrever e a vinculação da conta do usuário a um perfil real no Facebook (que tenha amigos e interações).

A start-up (empresa iniciante de tecnologia) TrustVox oferece um serviço para lojas virtuais que permite que apenas quem realmente comprou o item na loja possa deixar comentários.

Alguns dias após a compra, o cliente recebe um e-mail contendo perguntas sobre a entrega e o produto, que são publicados no site da empresa com um selo que garante a autenticidade da opinião, conta Tatiana Pezoa, 40, fundadora da companhia.

O custo do serviço depende do número de vendas da empresa. Para um e-commerce com até 100 vendas mensais, a conta mensal é de R$ 99 e, para grandes empresas, pode chegar a R$ 20 mil.

 

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