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05/02/2012 - 07h00

Carros mexicanos brigam pelo topo do mercado

FELIPE NÓBREGA
DE SÃO PAULO

Em janeiro, o utilitário Honda CR-V bateu recorde de vendas com 2.310 unidades emplacadas. O modelo produzido no México foi vendido com desconto para queimar estoque, pois a nova geração chegará em breve. Ainda assim, o número impressiona -foi superior ao de concorrentes mais baratos como Ford EcoSport e Renault Duster. O feito ilustra o que tem ocorrido no mercado.

Desenvolvidos inicialmente para abastecer o exigente mercado norte-americano, os carros mexicanos chegaram ao Brasil beneficiados pelo acordo de livre comércio e caíram no gosto do consumidor.

Alexandre Rezende/Folhapress
VW Jetta (à dir.) é fabricado no México e concorre com o Chevrolet Cruze, produzido em São Caetano do Sul (SP)
VW Jetta (à dir.) é fabricado no México e concorre com o Chevrolet Cruze, produzido em São Caetano do Sul (SP)

As marcas aumentaram o volume de importação e passaram a produzir no México carros pensados para o Brasil. Um exemplo é o Volkswagen Jetta, terceiro sedã médio mais vendido do Brasil. O resultado foi o desequilíbrio da balança comercial.

Os carros mexicanos chegam a preço competitivo. São luxuosos em sua maioria, pois o objetivo é complementar o portfólio das marcas que se dedicam a produzir compactos no Brasil.

A participação dos mexicanos no mercado chegou a 6% em janeiro -o dobro da média de 2011. A explicação está no lançamento de modelos mais baratos, como o Fiat 500 e o Nissan March.

A elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos oriundos de países que não têm acordo comercial com o Brasil também favoreceu o México.
Alguns produtos oferecem mais pelo mesmo preço. Feito no Brasil, o Toyota Corolla Altis 2.0, por exemplo, tem preço próximo ao do Ford Fusion 2.5 mexicano, ambos na faixa de R$ 80 mil. O importado é maior e mais potente.

Divulgação
Nova geração do Ford Fusion chegará ao mercado brasileiro no meio do ano
Nova geração do Ford Fusion chegará ao mercado brasileiro no meio do ano

No meio do ano, o novo Fusion desembarca por aqui. E pelo preço atual, diz o fabricante. O anúncio foi feito em janeiro, antes de o governo brasileiro reclamar do desequilíbrio. Se houver alterações no acordo, o preço tenderá a subir.

 

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