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10/06/2012 - 07h55

Apesar de avesso ao luxo, Toyota Etios não quer parecer "popular"

RICARDO RIBEIRO
ENVIADO ESPECIAL A GAMAGORI (JAPÃO)

Nas cidades populosas, é comum ver japoneses caminhando a passos curtos, porém velozes. A Toyota, que segue a filosofia asiática, dará seu primeiro passo largo no Brasil.

Estagnada com 3% de participação no mercado nacional, a montadora entendeu que só conseguirá crescer se tiver um carro pequeno.

Dessa percepção nasceu o Etios, compacto lançado na Índia no final de 2010 e que será produzido a partir do segundo semestre, em Sorocaba (SP), em duas versões: hatch e sedã.

A Folha avaliou ambos os modelos no Japão, já com as alterações mecânicas que serão promovidas para o mercado brasileiro. E, como em todo movimento mais ousado, há risco de tropeços.

Divulgação

Disponível apenas para a versão hatch, o motor 1.3 sofre a sina dos propulsores aspirados equipados com cabeçote de 16 válvulas: demora para embalar. A resposta melhora na configuração 1.5 16v, a mais esperta da gama.

A Toyota, porém, faz mistério quanto à potência exata dos motores desenvolvidos para o Brasil, prontos para funcionar também com etanol.

Os números serão divulgados apenas às vésperas da chegada do veículo, provavelmente em setembro. O suspense, segunda a marca, é para evitar que concorrentes com lançamentos planejados para o mesmo período inflem a potência de seus veículos -o Etios comercializado na Índia tem 80 cv.

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AO VOLANTE

Na pista, o futuro carro brasileiro cativa o motorista. A começar pela direção elétrica direta.

A suspensão honra o tradicional acerto dos veículos japoneses. No Etios, ela fica propositalmente calibrada entre a leveza do Palio e a rigidez do Gol.

E são os "populares" da Fiat e da Volks os principais alvos do Toyota, que, com peso e coeficiente aerodinâmico baixos, promete surpreender no quesito consumo de combustível.

Já o câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos, mas carece daquela suavidade característica dos carros mais caros da marca. Transmissão automática? Nem como opcional, pois o Etios parece avesso à pompa.

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INTERIOR

O Etios não tenta esconder que nasceu para ser um Toyota acessível. Na cabine, o plástico impera.

O material áspero reveste inclusive o descanso de braço localizado na parte interna das portas.

O painel central inspirado em cockpits de aviões também chama a atenção, mas economiza no marcador de combustível. De tão diminuto, acaba exigindo um certo esforço do motorista para enxergá-lo.

Já o porta-luvas é um capítulo a parte. Largo e fundo, ocupa toda a parte frontal do painel do carona, o que possibilita acomodar ali até uma bolsa grande -as mulheres certamente vão aprovar.

Só não há avareza nas dimensões. Com 4,27 m de comprimento e 2,55 m de entre-eixos, o Etios sedã acomoda bem os cinco ocupantes, além da bagagem. Afinal, o porta-malas leva 595 litros, volume 40% maior que o do Peugeot 206 Passion, por exemplo.

O Etios hacth, apesar de menor (3,78 m de comprimento e 2,46 m de entre-eixos), não espreme ninguém.

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COMEDIDO

O mais novo integrante dos carros compactos também não quer parecer revolucionário: seu desenho caracteriza-se pela discrição.

Na dianteira, o destaque é a grade "sorriso", enquanto na lateral são vincos que marcam a parte inferior das portas.

A traseira pode vir com uma barra cromada, para que ninguém confunda o pequeno Toyota com um carro "popular" (1.0).

As configurações do Etios ainda não estão definidas, afirma o fabricante. Mas os freios ABS e duplo airbag estarão entre os itens de série.

O preço inicial é estimado em R$ 28 mil, podendo chegar a R$ 55 mil nas unidades mais equipadas.

No início, a montadora irá fabricar no Brasil 70 mil unidades do Etios por ano. Pouco, se comparado com o que a dupla VW Gol e Voyage emplaca: 380 mil unidades. Mas o montante superaria o que a Toyota vende de Corolla atualmente -cerca de 55 mil unidades.

O jornalista viajou a convite da Toyota, que cedeu o carro para avaliação

 

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