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29/06/2014 - 06h05

Museu idealizado por Henry Ford exibe carros e memórias dos EUA

SILVIO CIOFFI
ENVIADO ESPECIAL A DEARBORN (EUA)

A reconstrução da linha de montagem do revolucionário Ford Modelo T -chamado no Brasil de Ford "Bigode" ou de "Fordinho"- é uma das atrações do The Henry Ford Museum (thehenryford.org), nos arredores de Dearborn e próximo à cidade de Detroit, no estado de Michigan (EUA).

O local, cujo ingresso custa US$ 18 (R$ 40), mostra a evolução da mobilidade com destaque para esse carro, e conta também parte da história norte-americana.

Concebido por Henry Ford (1863-1947) e lançado em outubro de 1908, o Modelo T foi fabricado até 1927, quando era vendido por US$ 290.

Na base dessa história estava o conceito de linha de montagem para produção em massa, ideia que mudou a indústria como um todo no início do século 20.

Na entrada principal do museu, estão diversas limusines presidenciais da marca Lincoln, que pertence à Ford. Um dos destaques é o automóvel no qual John F. Kennedy (1917-1963) estava quando foi assassinado em Dallas.

Outras marcas
A coleção do Henry Ford Museum exibe veículos relacionados a personagens da história norte-americana. Um desses é o ônibus General Motors do caso Rosa Parks (1913-2005), a ativista negra que se recusou a ceder o assento a um branco em pleno regime de segregação racial no estado do Alabama, em 1955.

Além dos carros, a exposição permanente exibe reproduções de ambientes de época, evoluções tecnológicas em várias áreas e pedaços da cultura dos Estados Unidos.

Boa parte do acervo é dedicada a mostrar Henry Ford como um pioneiro 100% "made in America", que registrou 161 patentes e fundou as bases de um império que, nas décadas seguintes, trouxe ao mundo dezenas de modelos de automóveis -alguns legendários, como o Mustang e o GT40.

Hitler
Porém, poucos lembram que Ford foi também um assumido antissemita que nutriu simpatia pelo movimento nazista, tendo conquistado a admiração de Adolf Hitler.

Presente no salão do automóvel de Berlim em 1934, Hitler mencionou em seu discurso que, nos EUA, um em cada seis cidadãos já tinha carro. Nessa época, na Alemanha, a média era de um automóvel a cada cem pessoas.

Larga escala
O plano de dar rodas ao país passava pela produção de um modelo em larga escala, e o engenheiro austríaco Ferdinand Porsche (1875-1951) foi escalado para essa missão. Surgia o VW Sedan, ou Fusca, como ficou conhecido no Brasil.

Mesmo com todo o apoio do Estado nazista, o carro alemão só começou a ser produzido em grande quantidade depois que Porsche visitou as fábricas de autos em Detroit, entre 1936 e 1937.

Ao todo, a Ford fabricou pouco mais de 15 milhões de unidades do Modelo T. Esse número só foi superado em 1972 pelo Volks, que teve seu último exemplar produzido em 2003, no México.

Em seu período de manufatura comercial, mais de 21 milhões de Fuscas foram fabricados. E, claro, há um em exibição no Henry Ford Museum.

 

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