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16/08/2015 - 02h00

Novo Camaro chega ao Brasil em 2016; confira as primeiras impressões

EDUARDO SODRÉ
ENVIADO ESPECIAL A DETROIT (EUA)

A reta não tem mais do que 500 metros. Cones delimitam o espaço e proíbem ultrapassagens. Assim que o novo Chevrolet Camaro aponta na cabeceira, o ronco do motor V6 desperta a atenção de um dos fiscais de pista.

"25 miles, please!", ele grita, enquanto alterna, por meio de sinais com os dedos da mão direita, os números dois e cinco. É uma advertência para que a velocidade máxima permitida não seja ultrapassada: 25 mph, que equivalem a 40 km/h.

Que dilema... Respeitar as regras ou acelerar forte um dos esportivos mais famosos do planeta? O bom senso prevalece, e o Camaro 2016 desfila garbosamente pelo asfalto liso do parque Belle Isle, em Detroit, Michigan.

A baixa velocidade permite espiar os detalhes da cabine, forrada de couro vermelho e preto. O volante de aro grosso nem parece o de um esportivo, mas o som do motor de 340 cv dissipa quaisquer dúvidas sobre a proposta do Camaro.

O mostrador digital colocado no centro do painel e a nova central multimídia da GM dão os toques tecnológicos a um automóvel que já foi retrô. A geração atual, que chegará ao Brasil no segundo semestre de 2016, está alinhada com seu tempo.

Os pequenos faróis e a grade avantajada no para-choque dianteiro seguem a nova linguagem visual da Chevrolet. O trabalho foi feito com desvelo, pois era preciso preservar a identidade de um clássico americano. A General Motors já errou a mão ao desfigurar o esportivo em gerações passadas. Agora, os traços beiram a perfeição.

Por todos os ângulos que se olhe, percebe-se que o Camaro é... um Camaro. A identidade está expressa nas lanternas traseiras afiladas, nas laterais gordas, no capô alongado e nas janelas.

OLHO NO VELOCÍMETRO

Com tantos fiscais a lembrar o limite de velocidade, resta dirigir com um olho na pista e outro no velocímetro. O câmbio automático nem sequer passa da terceira marcha, e o vidro aberto ajuda a ouvir o ruído grave do motor. A posição de guiar é baixa, com pernas esticadas e volante bastante vertical.

O motorista vai encaixado em um cockpit estreito, mas confortável. O espaço no banco traseiro é mínimo, comprovando que o Camaro é um típico esportivo americano para duas pessoas.

Contudo, há ajustes para torná-lo global. O motor 3.6 V6 da versão avaliada pertence a uma nova geração, mas há outro ainda mais alinhado com a necessidade de poluir menos: um 2.0 turbo de 279 cv. É essa opção que deverá transformar o bólido da Chevrolet em um carro econômico, principalmente se combinado à nova caixa automática de oito marchas.

Claro, ainda há uma versão 6.2 V8, com 460 cv. É o queridinho da América, mais por tradição do que por méritos.

O mesmo V8 equipa a versão SS vendida atualmente no Brasil (linha 2015), mas com 54 cv a menos. No teste Folha-Mauá, esse modelo precisou de 5,8s para partir do zero e chegar aos 100 km/h.

Agora, a GM diz que a versão 2.0 turbo consegue cumprir a mesma prova em cerca de 6s e, certamente, gastando bem menos combustível. Alguma dúvida sobre qual é o melhor negócio?

 

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