Motos maiores exigem aprimoramento de técnicas de pilotagem
GUILHERME SILVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Após uma década de crescimento vultoso, o segmento de motos de alta cilindrada manteve-se estável em 2015.
Já o mercado total de motocicletas encolheu 11% no ano passado. Com isso, cresceu a participação de modelos que custam mais de R$ 20 mil, segundo dados da Abraciclo (associação que reúne fabricantes do setor).
Vinicius Ferraz/Divulgação | ||
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Motos mais potentes pedem aprimoramento das técnicas de pilotagem |
O resultado mostra que há novos consumidores pilotando modelos maiores, como a BMW F 800 GS (R$ 36,6 mil) e a Harley-Davidson XL 1200 Custom (R$ 40,4 mil).
Além de custarem bem mais que motos compactas, esses modelos oferecem potência muito superior. A Honda CBR 600F (R$ 36,9 mil), por exemplo, tem 102 cv. Sua "irmã caçula", a CB Twister 250 Flex (R$ 14,3 mil), oferece 23 cv. Para lidar com essa diferença, é preciso aprender novas técnicas.
Vinicius Ferraz/Divulgação | ||
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Instrutores do curso de pilotagem da BMW orientam repórter da Folha |
PROVA PRÁTICA
Para entender o que muda ao passar de uma moto pequena para um modelo de médio ou grande porte, a Folha participou de cursos de pilotagem. O BMW Rider Training, realizado no autódromo Haras Tuiuti, interior de São Paulo, foi um deles.
Com duração de um sábado, traz técnicas de pilotagem para quem já tem alguma experiência. As aulas são ministradas por Leandro Panadés, piloto da marca que foi treinado na Alemanha.
O programa é direcionado a condutores que compraram motos de maior porte ou estão há tempos sem pilotar.
"A experiência anterior conta muito, mas é a prática das técnicas que leva a uma condução mais segura de modelos maiores e mais potentes. Cada motociclista deve respeitar seus limites, especialmente ao rodar em grupo", explica Panadés.
FUNDAMENTOS
Na parte da manhã, são passados ensinamentos teóricos como posição ao guidão e em meio ao trânsito, noções de traçado de curvas e prevenção de acidentes.
À tarde, é hora de aprender a controlar a moto em baixa velocidade e a encontrar a postura correta em curvas. Também são simuladas frenagens de emergência no seco e no molhado.
Pilotos amadores podem se inscrever nos cursos promovidos pela Honda, que incluem até módulos para guiar quadriciclos. As aulas incluem técnicas básicas, fundamentais para quem deseja rodar de moto na cidade.
OS DEZ MANDAMENTOS
Veja dicas de pilotos e instrutores para os motociclistas iniciantes
POSTURA IDEAL
Mantenha os pés nas pedaleiras e paralelos ao solo, a coluna ereta, os braços semi-flexionados e as coxas encaixadas no tanque. Essa postura ajuda em desvios e também nas frenagens de emergência
OBSTÁCULOS
Passar por cima de faixas brancas -como as de pedestres- ou tachões de ferro na pista pode causar desequilíbrio, principalmente
se o piso estiver molhado
SINAL VERMELHO
Nos semáforos, procure parar nas laterais ou pouco à frente de um veículo maior já estacionado.
Caso isso não seja possível,
confira nos retrovisores se os carros que vêm atrás estão freando
DISTRIBUA OS FREIOS
Na maioria das motos, o uso dos freios deve ser feito com aplicação de 70% da força no dianteiro e 30% no traseiro, que atua como um leme.
Em modelos custom e scooters, que têm mais peso na parte de trás, o melhor é dividir igualmente a frenagem
CAMINHO DAS PEDRAS
Antever o traçado correto das curvas ajuda a ter uma condução menos cansativa e mais segura. O ideal é entrar mais aberto e fechar o ângulo
no centro da curva, acelerando levemente na saída
FIQUE VISÍVEL
Procure não trafegar por muito tempo nos pontos cegos dos carros. São áreas não alcançadas pelos retrovisores, como os espaços a partir da porta dianteira para trás
UTILIZE O CORPO
O movimento 'em linha' é a maneira mais simples e segura de contornar uma curva. A manobra consiste em inclinar o tronco e a cabeça junto com a moto, enquanto as pontas dos pés forçam a pedaleira no mesmo sentido
Vinicius Ferraz/Divulgação | ||
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Usar o corpo ajuda a executar manobras |
CONHEÇA ALGUNS CURSOS DE PILOTAGEM
Honda A marca oferece diversos módulos de pilotagem e fornece as motos. As aulas são dadas para grupos fechados, mas no 2º semestre haverá datas abertas ao público, sem custo. (www.honda.com.br/harmonianotransito)
Speedmaster Ministrado no Haras Tuiuti (interior de São Paulo, a 112 quilômetros da capital), o curso de pilotagem custa R$ 1.100 com moto própria ou R$ 1.500 com um modelo alugado no local.
(www.speedmaster.com.br)
BMW Rider Training O curso é voltado para pilotos com alguma experiência e oferece módulos para condução no asfalto e em trechos fora de estrada. Também é realizado no Haras Tuiuti, ao valor médio de R$ 1.200. (ridertraining@bmw.com.br)
Triumph Riding Experience Dividido em motos on e off-road, o curso traz técnicas de pilotagem e custa a partir de R$ 450. O local das aulas é o Campo de Provas da Pirelli, em Sumaré (a 118 km de São Paulo. (www.triumphexperience.com.br)
Moto School Bruno Corano, piloto oficial da Kawasaki no Brasil, é o instrutor-chefe. As pistas usadas são o Campo de Provas da Pirelli, em Sumaré, e o autódromo de Interlagos, com valores de R$ 1.000 a R$ 2.000. (www.motoschool.com.br)
Motors Company Cursos de segurança preventiva e defensiva. Por R$ 1.500, no Autódromo de Piracicaba, durante um fim de semana. Há módulos de pilotagem esportiva a partir de R$ 1.900. (www.motorscompany.com.br)
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