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20/07/2014 - 01h30

Euforia cai, mas Itaquera se mantém no radar do mercado imobiliário

DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

Logo após a definição no segundo semestre de 2010 de que Itaquera sediaria os jogos de São Paulo na Copa, os holofotes se viraram para o bairro, na zona leste.

A expectativa era que diversas obras públicas e a construção do estádio levassem melhorias à região e, consequentemente, atraíssem investimentos privados, como das construtoras.

Preço em alta derrubou venda de imóveis usados em Itaquera
Região da avenida Jacu-Pêssego deve concentrar os lançamentos em Itaquera

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Vista da região de Itaquera, com pátio do Metrô à esquerda e o estádio, ao fundo
Vista de Itaquera, com estádio à esquerda ao fundo e, à direita da arena, estação de metrô, o Poupatempo e um shopping

O bairro sediou a Copa e, contudo, o mercado imobiliário não decolou.

Proprietários que subiram os preços dos imóveis tiveram dificuldade em vender. Os lançamentos não minguaram completamente, porém não cresceram como se esperava.

A expectativa não é que haja um boom no mercado imobiliário, mas que os investimentos das construtoras cresçam nos próximos anos.

O motivo é que, antes, o que estava em jogo eram obras que existiam somente no papel.

Agora, com o estádio e um complexo viário entregues e uma nova faculdade de tecnologia perto do metrô, o bairro tende a ganhar mais apelo para os compradores de imóveis. De olho nisso, as construtoras já planejam lançamentos para este semestre.

Ilustrações Affonso/Editoria de Arte/Folhapress

PROJETOS
Mesmo com a Copa do Mundo, o mercado imobiliário em Itaquera, onde fica o estádio que abriu o torneio, ainda não despontou.

Mesmo assim, as apostas no bairro permanecem, e entidades e profissionais do mercado imobiliário estimam que os lançamentos cresçam nos próximos anos.

"Nos últimos três anos, em Itaquera, tivemos 13 lançamentos. Agora já mapeamos 12 previstos, sem contar outros que possam existir", afirma Leandro Caramel, superintendente de atendimento da imobiliária Habitcasa, do grupo Lopes.

Como as obras viárias começaram a ser entregues às vésperas da Copa, assim como o estádio, os efeitos das mudanças não foram sentidos com muita força.

E neste ano só foram lançadas 130 unidades em Itaquera, contando também as residências horizontais, como os sobrados e as casas em condomínio, que são comuns na região.

Um dos principais motivos é que o mercado imobiliário está em baixa em toda a cidade, e Itaquera também sentiu os reflexos do mau momento do setor.

No acumulado do ano até maio em São Paulo, as vendas caíram 41,4% em relação ao mesmo período de 2013, para 7.982 unidades, segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

LANÇAMENTOS
Um empreendimento deverá ser lançado em Itaquera neste mês pela incorporadora Cury, com atuação no segmento econômico.

Ele será no estilo de condomínios clubes, contando com, por exemplo, salões de festas adulto e infantil, piscina e brinquedoteca.

Terá 551 unidades de dois e três dormitórios e com metro quadrado a partir de R$ 4.300. Como comparação, a média da cidade é de R$ 9.191, segundo a empresa de pesquisas Geoimovel.

Outro projeto neste ano será da construtora Atua, com imóveis de dois dormitórios com até 44 m².

No fim de 2013, a empresa lançou também o condomínio clube Ello Home Club em Itaquera.

Segundo Gil Vasconcelos, diretora de incorporação da empresa, 75% das cerca de 400 unidades do Ello foram vendidas.

"Está dentro da expectativa. O mercado de São Paulo está bem difícil, mas os apartamentos como esses, de até R$ 200 mil, estão respondendo melhor. E não há muita concorrência na região", diz.

O economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), Celso Petrucci, aposta que o perfil dos novos apartamentos no bairro vá melhorar gradativamente, abrindo espaço para produtos com metragem maior e com garagem coberta.

A razão é que as construtoras buscariam atender ao morador de renda em ascensão que quer se fixar no bairro. "Há o morador da Mooca e de Pinheiros que não quer sair. Em Itaquera é a mesma coisa", diz Petrucci.

Imóveis novos de padrão mais elevado normalmente são sobrados de minicondomínios, não apartamentos. Um sobrado com três quartos, suíte e duas vagas custa de R$ 300 mil a R$ 400 mil.

Ilustrações Affonso/Editoria de Arte/Folhapress
 

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