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30/10/2014 - 08h15

Mercado imobiliário de Miami é receptivo a brasileiros; saiba como negociar

DE SÃO PAULO

O cenário de preços de imóveis "no chão" passou nos Estados Unidos, mas o interesse das empresas pelo brasileiro que busca adquirir unidades em Miami persiste.

Após o estouro da crise imobiliária nos Estados Unidos em 2007, que no ano seguinte se alastrou para o restante da economia, muitos brasileiros aproveitaram para ir às compras e passaram a ser cobiçados pelo mercado.

Com preço alto no país, brasileiro de alta renda mira imóvel no exterior
Preço leva brasileiros a investir em imóveis no exterior

Entre os principais compradores estrangeiros, os brasileiros fomentaram diversas companhias, com escritório no Brasil, que oferecem serviços de assessoria imobiliária, jurídica ou pessoal.

Com esses serviços, o comprador pode, por exemplo, deixar o seu imóvel disponível para locação ser administrado por uma empresa especializada. Também é possível trabalhar o projeto de decoração ou solicitar consultoria jurídica ou financeira, para executar as remessas de capital para o exterior.

O pagamento pode ser feito separadamente, mas, nos serviços de assessoria imobiliária, parte já está incluída no preço final do imóvel.

PROJETOS
Segundo Leo Ickowicz, sócio da consultoria imobiliária Elite International Realty, sediada em Miami, 40% das unidades do primeiro dos dois edifícios do empreendimento "Marina Palms" foram vendidas para brasileiros.

Diferentemente do que ocorria antes da crise imobiliária, boa parte dos projetos atuais buscam atrair o comprador estrangeiro de olho no luxo e em espaços muito amplos. Não é incomum, por exemplo, apartamentos medirem mais de 300 m².

Quanto aos preços, há desde imóveis que custam menos de U$S 200 mil (R$ 480 mil) a coberturas que podem chegar a U$S 40 milhões (R$ 96 milhões).

Entre as opções de casas, normalmente elas têm de três a dez quartos e ficam em condomínios, segundo Antonio Bardy, consultor e fundador da assessoria imobiliária BluBrick.

Os preços de residências como essas em Miami custam de US$ 500.000 (R$ 1,2 milhão) a US$ 60 milhões (R$ 144 milhões),de acordo com Bardy. Em Orlando, também no Estado da Flórida, são vendidas em média por US$ 300 mil (R$ 738 mil).

"Hoje os turistas brasileiros já são parcela significativa na economia do Estado da Flórida, movimentando US$ 2,3 bilhões (R$ 5,5 bilhões) somente em 2013", afirma Edna Batini, CEO do Vitoria Realty, que atua no ramo da assessoria, administração e venda de imóveis em Orlando e Miami.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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