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14/02/2013 - 16h27

Empreendedor passa de faxineiro a dono de feiras em SP

DE SÃO PAULO

Tedd Albuquerque, 48, já foi carregador de móveis, garçom, vendedor de cachorro-quente, faxineiro e sacoleiro.

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Hoje ele é o homem por trás de duas feiras semanais em São Paulo (a de um shopping na avenida Paulista e a "Como Assim?!", na praça Benedito Calixto) que, somadas, juntam cerca de 230 expositores que pagam a ele entre R$ 550 a R$ 1.100 por mês.

Recentemente, ele lançou um livro contando sua história (ele usou o mesmo nome da feira, "Como Assim?!", saiu pela editora Biografia, custa R$ 29,90 e tem 175 páginas).

Davi Moreti/Divulgação
Tedd Albuquerque organiza da feira "Como Assim?!", que acontece aos sábados
Tedd Albuquerque organiza da feira "Como Assim?!", que acontece aos sábados

Natural da cidade de Barreiros, no Pernambuco, Albuquerque chegou em São Paulo no fim dos anos 1980 com um salário mínimo no bolso. Sem ter onde morar, hospedou-se em uma pensão no bairro da Luz onde alugava uma cama-quente: "Eu alugava a cama das 21h às 6h do dia seguinte. E então chegava outra pessoa, para ficar no mesmo lugar. E não tinha troca de lençol ou travesseiro. Mas era um preço em conta".

Ele começou a trabalhar como carregador de móveis na região da Luz, mas depois de um tempo, indicaram a ele um posto de garçom em uma casa de shows.

No novo posto, ele conheceu uma cliente que o indicou para trabalhar como assistente de importação em uma empresa de tecnologia.

"Nos finais de semana eu ia para o Paraguai para fazer compras, era um bate-e-volta. Muita gente queria artigos como uísque ou videocassete", conta.

Por conta das viagens ao país vizinho, ele conheceu pessoas em agências de viagem. Depois de seis anos na empresa de tecnologia, ele pediu para sair no primeiro corte que houvesse e começou a trabalhar com turismo.

Quando se cansou desse setor, fez uma viagem à Londres, onde decidiu que queria abrir um mercado semanal, em que abrigasse tanto artesãos como vendedores de artigos para casa ou roupas.

Nessa época, ele conta, existia em São Paulo o Mercado Mundo Mix, mas lá "não tinha gente do artesanato". Ele conta que, hoje, pelo menos 30 de seus expositores são "sobreviventes do Mercado Mundo Mix".

A novidade das feiras dele, diz, é que elas são sempre semanais e em um mesmo local.

O próximo passo é um restaurante, que ele abriu recentemente no espaço da praça Benedito Calixto.

 

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