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04/08/2013 - 01h10

Pequenas gravadoras esperam chegada do Spotify ao Brasil

FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO

O maior serviço de música por streaming (transmissão on-line) do mundo, o sueco Spotify, deve começar a funcionar no Brasil.

A empresa está registrada na Junta Comercial de São Paulo desde fevereiro e, segundo o advogado Alexandre Verri, procurador da companhia no país, já contratou um diretor financeiro. Outros profissionais estão sendo recrutados. A companhia não comenta o assunto.

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Recentemente, houve uma controvérsia sobre o serviço -o músico Thom Yorke, da banda Radiohead, tirou as canções de seus projetos paralelos do aplicativo por considerar que o Spotify não remunera bem novos artistas.

No ano passado, Damon Krukowski, que foi do conjunto Galaxie 500, já havia reclamado do Spotify. Segundo ele, por cerca de 6.000 execuções, o serviço pagou US$ 1,05 (cerca de R$ 2,40).

Mas no Brasil há pequenas gravadoras e músicos que veem o serviço com bons olhos. Maurício Bussab, 49, diretor da distribuidora de música Tratore, afirma que o modelo de streaming "é o futuro". Isso porque o modelo desse negócio não imita a venda de CDs, como acontece com as lojas da web que vendem fonogramas (como a iTunes Store ou a Amazon), algo que ele considera ultrapassado.

A remuneração ainda é baixa, ele diz, porque o número de assinantes é limitado. "No ano passado, a receita que tivemos com serviços de streaming foi semelhante à do iTunes", diz, mas sem revelar os números.

Um dos grupos do seu catálogo que têm receita relevante com esse tipo de sistema é a banda Velhas Virgens. O guitarrista Alexandre Cavalo, 44, diz que hoje o dinheiro vem de diversas fontes -vendas de discos, vídeos no YouTube etc.

"Mas, dentro dos próximos três anos, o streaming será a maior receita. É um pressentimento."

Karime Xavier/Folhapress
Mauricio Bussab, da Tratore, que já tem uma parte significativa da receita de serviços de streaming
Mauricio Bussab, da Tratore, que já tem uma parte significativa da receita de serviços de streaming
 

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