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06/10/2013 - 01h30

Limite do FGTS abrange 77% das ofertas em São Paulo; veja onde estão

DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

O número dos imóveis residenciais novos à venda na cidade de São Paulo dentro do teto do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) cresceu 35% com a correção do limite para R$ 750 mil.

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Agora 14.696 das 19.209 unidades em estoque na capital paulista fazem parte do novo teto --ante as 10.898 antes da correção, anunciada na segunda-feira.

O SFH permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece juros menores e limitados a 12% ao ano no financiamento para compra e construção do imóvel. Acima dele, os juros são livremente praticados pelo mercado.

Zé Carlos Barreta/Folhapress
Operários em obra de edifício no Tatuapé, na zona leste de São Paulo
Operários em obra de edifício no Tatuapé, na zona leste de SP

Com a correção, 76,5% do total lançado de janeiro de 2010 a setembro deste ano e ainda não vendido na capital paulista fica abaixo do novo teto do SFH, segundo levantamento da Folha com base em dados da empresa de pesquisas Geoimovel Tecnologia Imobiliária.

Na categoria, entram os imóveis prontos, em construção ou na planta.

O limite, que era de R$ 500 mil, foi elevado em 50% em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, onde o preço dos imóveis é mais alto, o que atende ao pleito do mercado. Nos demais Estados, passou para R$ 650 mil.

A última alta ocorrera em março de 2009, quando o valor foi de R$ 350 mil para R$ 500 mil em todo o país. O novo teto é válido para as operações realizadas a partir de 30 de setembro.

Segundo a assessoria da Caixa, quem obteve um financiamento imobiliário de R$ 500 mil a R$ 750 mil anterior a essa data ficará fora das regras do SFH, mesmo em caso de portabilidade da dívida.

ONDE ESTÃO

A maioria dos imóveis à venda com preço de R$ 500 mil a R$ 750 mil São Paulo ficam em bairros de alto padrão ou perto do metrô em regiões próximas ao centro e têm pelo menos dois quartos.

Os líderes em oferta são o Itaim Bibi (zona oeste), com um dos metros quadrados mais caros da cidade, Saúde (zona sul), Vila Andrade (zona oeste), Jabaquara (zona sul) e Mooca, na zona leste.

Na faixa abaixo de R$ 500 mil, a Vila Andrade, na região do Morumbi (zona oeste), lidera com folga entre os bairros com mais estoque.

A alta não deve fazer o consumidor comprar um imóvel por impulso. Se for uma unidade na planta, a valorização do bem poderá deixá-lo fora do teto na hora do financiamento, pois é preciso esperar a obra ficar pronta até iniciar o financiamento.

Para ficar dentro do limite, uma dica é evitar imóveis com valor próximo de R$ 750 mil ou centrar a procura em outros já entregues.

Para construtoras e imobiliárias, não haverá alta nos preços dos imóveis com a correção do limite, mas é importante ficar atento, afirmam associações de mutuários e profissionais do setor.

Editoria de Arte/Folhapress
Editoria de Arte/Folhapress
 

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